sexta-feira, 25 de março de 2011

Das dores

As vezes parece que a felicidade sabe o tempo certo de se instalar pra maximizar a dor seguinte. Ela espera o tempo certo pra fazer cair as defesas, uma por uma, até que o peito esteja aberto mais uma vez. Fazia tempo que eu não sentia o peito fechando, como um soco no estômago, os sentidos entorpecidos como que de opio, a vontade de gritar, de espernear até que eu não tenha mais energia pra sentir dor..
Por que tinha que ter sido quando eu passei a acreditar, quando eu passei a viver de verdade, sem aviso prévio, sem me deixar acostumar com a sua ausência? Por que tinha que ser quando eu quase, quase acreditava que eu podia ser feliz...
A tranquilidade não foi feita pra mim. A vida toda foram mares revoltos, que me envolvem e me levam à superficie para depois me afogarem de novo..
Até que eu tenha que pensar que mais vale viver de migalhas, de restos, acreditando que eu so mereça mesmo essas migalhas e que ninguém que eu goste de verdade faria qualquer esforço para me ter ao lado..
Não sei como acreditar no amor depois de tudo o que fizeram comigo.. o que eu fiz comigo.. o que o destino fez comigo. Não é justo.
Quero ser café-com-leite na vida.

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